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GESTÃO QUE EXALA VALOR: Variações sobre o tema

José Carlos Teixeira Moreira

28 de Maio de 2020

José Carlos Teixeira Moreira

Empresas são feitos supremos de um ser humano protagonista que encanta o mundo pelo seu espírito empreendedor.

Não importa se ele está dentro de uma empresa ou se é o próprio criador dela.

Empreender é um atributo que o Homem herdou do Divino e que o capacita a transformar o mundo, fazendo o melhor a partir de um berço íntegro. amoroso e responsável em que foi criado.

São as empresas que geram e produzem riquezas que, lá na frente, darão origem a bens e serviços que serão usufruídos pelas pessoas e pela sociedade sob a forma de utilidades e conveniências de valor contribuindo para serem melhores e mais realizadas.

A gestão, a meu ver, existe para orientar e dirigir, através de processos, máquinas e tecnologia, todo o empenho das pessoas engajadas nos ciclos de criação e materialização das riquezas que estão sendo criadas assegurando a vida plena das organizações.

A gestão, portanto, lida com pessoas, com suas identidades, múltiplos interesses e motivações.

Pessoas, por sua vez, são movidas por emoção e razão, nessa ordem.

Um inteligente processo de gestão precisa considerar esse binômio, que infelizmente não tem sido comum na maioria dos casos que vemos por aí.

Premidas por abordagens predominantemente cartesianas muitas empresas se deixam levar pelo racionalismo nos processos de gestão, esquecendo que seres humanos não são máquinas e sendo assim não trabalham nem produzem com base em algoritmos e regras, ou coisa que o valha.

Cabeça e coração são processos mas processos em tempos diferentes.

Os números não dão conta dos feitos humanos. Tudo para um ser humano precisa, antes de tudo, fazer sentido e só depois ser enriquecido pela razão.

Diante de um bom motivo uma pessoa pode entender e concordar com determinada forma de ser mas, só irá agir daquela maneira se o seu coração falar primeiro.

Como não se consegue enquadrar um ser humano num fluxo meramente cartesiano, só o sentimento, a emoção e a alma, dizendo que aquele propósito tem significado fará com que o resultado almejado seja atingido.

Quando isso não acontece a pessoa trabalhará por tarefas, cumprindo ordens que vem de fora, atrás de ganhos extrínsecos e nunca pelo valor intrínseco que a iniciativa deveria ter.

Essa maneira mais superficial de considerar todo processo pode até ser eficiente, mas jamais eficaz. O indivíduo fará certinho as coisas ordenadas, mas não necessariamente as coisas certas.

Nesse sentido, um propósito que fale mais alto ao coração das pessoas se encarrega de fazer com que tudo aconteça naturalmente, delegando aos processos e procedimentos apenas os mecanismos facilitadores na perspectiva de um ganho maior.

No desenhar e conduzir as coisas dessa forma entra em jogo a disciplina permitindo com que as pessoas consigam distinguir entre o que querem agora com o querem mais.

Bons propósitos sempre são emoldurados por uma nobreza de caráter. Sutilezas e detalhes confirmam a proposta, dignificam e fortalecem quem os defendem, inspiram e os promovem iluminados por uma dose saudável de romantismo.

Isso mesmo! O romantismo, sob diferentes maneiras de se apresentar é, certamente, parte do universo emocional dos seres humanos amorosos, generosos e de bem com a vida.

Embora o romantismo possa ter várias conotações, me refiro aqui à sua dimensão estética; aquela que emoldura o sentimento e a razão envolvidos no gesto de compartilhar riquezas.

Se o prezado leitor julga que esse ponto de vista possa ensejar novas reflexões, a gestão de um empreendimento, que busca ser legítimo e consistente com um propósito de valor, precisa considerar também o toque de elegância e romance que irão emoldurar todo o empenho no Gesto de Servir daquela organização, movido a empatia, gentileza e cooperação..

Essa composição, quando cultivada, se tornará a mais significativa demonstração de ética e estética daquela empresa que passa a ser mais notável, escolhida e preferida pelos seus clientes e colaboradores.

Se o dia a dia for pautado apenas por ideias e conceitos calcados na conhecida gangorra custo & benefício ele será incapaz de criar valor que diferencie a empresa e a mantenha notória ao longo do tempo.

Ter Valor é ser reconhecido como um agente vital, que a Natureza conspira a favor do seu sucesso porque a deixa mais equilibrada e fértil.

Deixar-se levar pela dinastia dos famosos bottom line não dará conta dessa jornada!

Administrar é assegurar a vida plena de empreendimentos que enaltecem e retribuem à sociedade a capacidade de respeitar e transformar o planeta colocando-o suas riquezas a serviço de uma nobre missão para a Humanidade.

A ciência da Gestão existe para assegurar essa jornada de Valor.

José Carlos Teixeira Moreira
Presidente do Instituto de Marketing Industrial, Presidente da Escola de Marketing Industrial e Diretor da JCTM Marketing Industrial